quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

a alegria





gosto de olhar essa imagem. ela me faz sorrir. gosto de ver a alegria comemorativa expressa em cada rosto, as mãos ao alto, os saltos festivos, pés transportados do chão ao ar atirando os corpos no presente do depois. eu olho essa fotografia porque ela me faz sorrir, me dá alegria. ver seus pés em passo a ser dado me dá alegria. sua alegria me dá alegria, sua boca dizendo alguma coisa que eu não sei, seus olhos sorrindo (seus olhos sorriam sempre) pra qualquer lugar me dão alegria. eu não sei quando foi; provavelmente no começo da década de noventa; eu não estava lá e não sei onde eu estava. mas me lembro bem do tempo, do par de tênis, dos cabelos recém cortados e desse relógio de pulso; eu o via todos os dias, o relógio de pulso. todos os dias de manhã tarde memória. me pergunto, então, que horas seriam, são (fotografia é tempo congelado), neste contador de horas do passado. onde repousam seus ponteiros nesse passo? que horas são de todo o tempo toda essa alegria? aqui, onde moro, o patético do coração, os ponteiros marcam as horas de todo o tempo; de onde ele começa até onde ele nunca termina; do que foi, do que é e do que vai ser. assim tudo junto, do mesmo jeito que a vida é.




3 comentários:

Angela disse...

oi Ana. bom que fale em alegria embora a saudade esteja berrando acima dela!

Um beijo.

Sil* disse...

muita coragem, cumadi!
lindo!

douglas D. disse...

fotografia é tempo que para
[há ilusão nisso]
pedaço. vestígio.
recorte de um momento qualquer
que perdemos em nós mesmos

 
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